A União Europeia reuniu-se esta semana, em Bruxelas, com as Autoridades Transitórias Sírias e parceiros internacionais para coordenar novos esforços de apoio à recuperação económica e reconstrução da Síria, após anos de guerra e destruição. O encontro decorreu no âmbito do Fórum de Coordenação da Parceria para a Síria, copresidido pela comissária europeia para o Mediterrâneo, Dubravka Šuica, e pelo ministro sírio dos Negócios Estrangeiros, Asaad Hassan al-Shaibani.
Durante a reunião, a UE reafirmou o compromisso de apoiar uma transição política “inclusiva e pacífica”, centrada na recuperação das infraestruturas, dos serviços públicos e da economia síria. Bruxelas anunciou a criação de um Centro de Assistência Técnica avaliado em 15 milhões de euros, destinado a reforçar as capacidades das instituições sírias e melhorar a coordenação entre parceiros internacionais.
A Comissão Europeia confirmou também um financiamento de 14 milhões de euros para a reabilitação do Hospital Al-Rastan, na cidade de Homs, considerado um dos projetos prioritários para restaurar o acesso da população aos cuidados de saúde. Esta iniciativa integra um pacote de recuperação socioeconómica de 175 milhões de euros já anunciado pela UE, ao qual poderão somar-se mais 280 milhões de euros entre 2026 e 2027.
Os representantes europeus e sírios discutiram ainda formas de revitalizar o setor privado, incentivar o investimento e facilitar o acesso ao financiamento, numa tentativa de relançar a economia do país após mais de uma década de conflito. Paralelamente, realizou-se o primeiro Diálogo Político de Alto Nível entre a União Europeia e a Síria, centrado na cooperação bilateral e na reconstrução a longo prazo.
Desde o início da guerra civil síria, em 2011, a União Europeia e os seus Estados-Membros disponibilizaram mais de 41 mil milhões de euros em ajuda humanitária, estabilização e desenvolvimento, sendo atualmente o maior bloco doador internacional à Síria. Após a queda do regime de Bashar al-Assad, a UE começou também a suspender algumas sanções económicas e a preparar um novo quadro de cooperação para apoiar a reintegração do país no espaço euro-mediterrânico.