Investigadores da Icahn School of Medicine at Mount Sinai, nos Estados Unidos, anunciaram um avanço científico significativo na área do envelhecimento celular, ao conseguirem reverter parcialmente o envelhecimento de células-tronco sanguíneas em estudos com animais. A investigação, divulgada a 12 de maio de 2026 e publicada na revista Cell Stem Cell, sugere novas possibilidades para terapias anti-envelhecimento e regenerativas.
O estudo focou-se nas chamadas células-tronco hematopoiéticas, responsáveis pela produção de todas as células do sangue e do sistema imunitário. Com o envelhecimento, estas células perdem eficiência, tornando o organismo mais vulnerável a infeções e doenças. Os cientistas identificaram que esse processo está ligado a disfunções nos lisossomas — estruturas celulares responsáveis pela reciclagem de resíduos dentro das células.
A equipa descobriu que, em células envelhecidas, os lisossomas tornam-se excessivamente ativos e desequilibrados, contribuindo para inflamação e perda de capacidade regenerativa. Ao corrigirem esse funcionamento através de um inibidor específico, os investigadores conseguiram restaurar características “jovens” das células, melhorando a sua capacidade de regenerar sangue e células do sistema imunitário.
Nos testes realizados em laboratório e em animais, as células tratadas apresentaram um aumento significativo da capacidade de produção sanguínea, chegando a ser mais de oito vezes superior em comparação com células envelhecidas não tratadas. Além disso, verificou-se uma redução de sinais inflamatórios e uma melhoria do metabolismo celular, sugerindo um funcionamento mais próximo do estado jovem.
Apesar dos resultados promissores, os cientistas sublinham que a investigação ainda está numa fase inicial e realizada sobretudo em modelos animais. O próximo passo será perceber se esta abordagem pode ser segura e eficaz em humanos, abrindo caminho para possíveis terapias contra doenças associadas ao envelhecimento e disfunções do sistema imunitário.