Estudar no ensino superior em Portugal continua a ter custos mais baixos do que na maioria dos países da União Europeia, mas o peso financeiro para as famílias portuguesas permanece dos mais altos do bloco. A conclusão consta de um estudo divulgado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
O relatório indica que os licenciados recebem salários, em média, 28% superiores aos de quem tem apenas o ensino secundário. No entanto, despesas como propinas, taxas académicas e materiais representam uma carga significativa para os agregados familiares portugueses.
Portugal está entre os países europeus onde as famílias mais contribuem para financiar os estudos universitários, superado apenas por Espanha e Hungria. Em 2022, o investimento médio por estudante ficou abaixo da média da UE, sendo cerca de um terço suportado diretamente pelas famílias.
Os investigadores alertam que os custos de entrada no ensino superior podem dificultar o acesso de muitos jovens e defendem o reforço das bolsas e de outros mecanismos de apoio financeiro.
Apesar dos desafios, o número de diplomados aumentou de forma significativa nas últimas décadas, com a percentagem de jovens adultos com ensino superior a subir de 11% no final dos anos 90 para 43% em 2024.