ONU alerta para ameaça crescente das “armas fantasmas” e do tráfico ilícito de armas

As Nações Unidas alertaram para o aumento dos riscos associados à proteção de armas de fogo ilícitas, incluindo as chamadas “armas fantasmas” e armas produzidas através de impressão 3D. O tema esteve em destaque esta semana na sede da ONU, em Nova Iorque, onde representantes de vários países analisaram o impacto destas tecnologias na segurança internacional e na estabilidade das comunidades afetadas por conflitos.

Segundo o alto representante da ONU para os Assuntos do Desarmamento, Izumi Nakamitsu, as armas utilizadas em guerras e conflitos continuam frequentemente a circular durante anos após o fim dos combates. Muitas atravessam fronteiras, alimentam redes criminosas e acabam por contribuir para novos focos de violência em diferentes regiões do mundo.

Uma das maiores preocupações atuais é o crescimento das chamadas “armas fantasmas”, armas de fogo montadas a partir de componentes sem número de série e, por isso, praticamente impossíveis de rastrear pelas autoridades. O desenvolvimento da impressão 3D veio agravar o problema, permitindo fabricar peças e até armas funcionais fora dos sistemas tradicionais de controle e regulamentação.

A ONU registou o caso da Líbia, onde armas desviadas após o conflito de 2011 reapareceram posteriormente em vários países do Sahel, incluindo Níger, Burquina Faso e Nigéria, algumas delas nas mãos de grupos extremistas. Para a organização, este fenómeno demonstra que o fim de uma guerra não significa o desaparecimento das armas utilizadas durante o conflito.

Além das consequências para a segurança, as armas ilícitas estão associadas a direitos humanos, terrorismo, violência sexual e criminalidade organizada. A ONU defende um reforço dos mecanismos de controlo, rastreio e cooperação internacional, sublinhando que a redução da circulação destas armas é essencial para promover a paz, proteger a população civil e evitar o ressurgimento de conflitos em regiõ

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