Um novo estudo científico alerta que as ondas de calor estão a tornar-se uma ameaça crescente para a saúde humana e podem já atingir níveis potencialmente perigosos para a sobrevivência em determinadas condições.
A investigação, baseada na análise de episódios extremos entre 2003 e 2024, indica que o risco do calor não depende apenas da temperatura do ar, mas também da humidade, radiação solar, vento e tempo de exposição.
Os cientistas referem que estas combinações podem gerar stress térmico severo, dificultando a capacidade do corpo de regular a temperatura, sobretudo em ambientes muito húmidos ou muito secos.
O estudo destaca ainda o agravamento do problema durante a noite, especialmente em cidades, onde o calor acumulado impede a recuperação do organismo.
Os grupos mais vulneráveis incluem idosos e pessoas com doenças crónicas, devido à menor capacidade de regulação térmica.
Os especialistas defendem medidas de adaptação urbana, como mais áreas verdes, melhor planeamento das cidades e sistemas de alerta precoce, para reduzir o impacto das ondas de calor.