A escalada da violência terrorista em Cabo Delgado provocou o deslocamento de mais de 20.875 pessoas desde o inicio de maio até pelo menos 8 de junho, uma situação que aprofunda a crise humanitária que continua a afetar milhares de famílias de Cabo Delgado.
De acordo com o mais recente relatório de situação humanitária, da organização das nações unidas para Assuntos Humanitários, OCHA (sigla em inglês) os ataques e o receio de novas incursões pelos terroristas incidiram-se nos distritos de Ancuabe, Chiúre, Namuno, Metuge, Mocímboa da Praia e Montepuez.
Segundo a OCHA, situação é descrita de preocupante porque grande parte das famílias deslocadas já havia sido forçada a fugir anteriormente das suas comunidades.
Apontou ainda que as necessidades humanitárias superam largamente os recursos disponibilizados pelas organizações parceiras de resposta humanitária que alertam que a superlotação dos locais de acolhimento está a comprometer o acesso a abrigo, água potável, saneamento básico e serviços de saúde e paralelamente, crescem os riscos de proteção, especialmente para mulheres, crianças, idosos e outros grupos vulneráveis.
Refira-se que inicialmente os dados da Organização Internacional para as Migrações indicavam que, até 20 de maio, pelo menos 15.286 pessoas já se encontravam deslocadas, número que continuou a aumentar nas semanas seguintes.