Portugal contabilizou 57 mortes por afogamento entre janeiro e maio de 2026, segundo dados provisórios do Observatório de Afogamento da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS).
O primeiro trimestre do ano registou 36 vítimas, um aumento de 28,6% face ao mesmo período do ano anterior, sendo este o valor mais elevado desde o início da série estatística em 2017.
A maioria das ocorrências envolveu homens (69,4%) e teve lugar em rios, praias fluviais e outras águas interiores, que concentraram quase metade dos casos. Já o mar representou cerca de 19% das situações registadas. De acordo com o relatório, todos os incidentes ocorreram em locais sem vigilância permanente.
A FEPONS alerta para a persistência de níveis elevados de mortalidade por afogamento em Portugal, sublinhando a necessidade de reforçar a prevenção e a vigilância em zonas de risco.
A associação aponta ainda a falta de nadadores-salvadores como um dos principais desafios, devido a dificuldades na valorização e fixação destes profissionais.
A época balnear decorre oficialmente entre abril e outubro, período em que se intensifica a utilização das 673 zonas balneares identificadas no país.