O Fundo Verde para o Clima (GCF) aprovou um financiamento de 52,5 milhões de dólares para um projeto de restauração da paisagem florestal em Fiji, que será implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em parceria com o Governo fijiano e outras entidades.
O programa, com duração de sete anos, pretende reforçar a adaptação às alterações climáticas, restaurar ecossistemas degradados e melhorar a segurança alimentar e os meios de subsistência das comunidades rurais. Do montante total, 29,3 milhões de dólares correspondem a uma subvenção do GCF e os restantes 23,2 milhões serão assegurados através de cofinanciamento.
O projeto beneficiará diretamente cerca de 197 mil pessoas, metade das quais mulheres, além de alcançar indiretamente quase 150 mil habitantes. A iniciativa prevê a recuperação de mais de 80 mil hectares de florestas e terras agrícolas, bem como a proteção de mais de 90 mil hectares de ecossistemas costeiros, incluindo mangais, pradarias marinhas e recifes de coral. Segundo a FAO, estas intervenções permitirão remover da atmosfera o equivalente a seis milhões de toneladas de dióxido de carbono, ao mesmo tempo que aumentarão a resiliência das comunidades dependentes da agricultura, pecuária, silvicultura e pesca.
Baseado numa abordagem integrada “da montanha ao recife”, o projeto combina a restauração florestal com a proteção dos ecossistemas costeiros, procurando reduzir a erosão dos solos, preservar a biodiversidade e reforçar a produção alimentar. Entre as ações previstas destacam-se a reflorestação com espécies nativas, a recuperação de margens de rios, a regeneração natural de florestas degradadas, a promoção de sistemas agroflorestais e o apoio à certificação de produtos florestais, criando novas oportunidades de rendimento para as comunidades locais.
Aprovado durante a 45.ª reunião do Conselho do Fundo Verde para o Clima, realizada em Dushanbe, no Tajiquistão, o projeto está alinhado com a estratégia climática nacional de Fiji e pretende servir de modelo para outros Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento. A FAO considera que a iniciativa demonstra como o financiamento climático pode apoiar simultaneamente a proteção ambiental, a adaptação às alterações climáticas e o desenvolvimento económico sustentável.