Um paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil, que é a rede pública de atendimento, a exemplo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), em Portugal, foi submetido, dia 30 de junho, à primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância realizada em um hospital filantrópico brasileiro.
O procedimento para tratamento do cancro de reto ocorreu na unidade do Hospital de Amor em Porto Velho, Rondônia, enquanto a equipa médica conduzia a cirurgia remotamente a partir de Barretos, em São Paulo, a cerca de 2.700 quilómetros de distância.
Durante a operação, a equipa presente em Porto Velho prestou assistência ao paciente. Simultaneamente, os especialistas em Barretos acompanharam o procedimento em tempo real e assumiram o controle dos instrumentos robóticos quando necessário.
Para viabilizar a cirurgia, os ministérios das Comunicações e da Saúde do Brasil, junto ao Hospital de Amor, desenvolveram um protocolo de conectividade específico para telecirurgias robóticas. A estrutura utilizou duas conexões independentes de fibra óptica, redundância em 5G e uma rede dedicada por VPN.
Segundo os responsáveis pelo procedimento, um dos requisitos técnicos foi manter a latência abaixo de 100 milissegundos. Essa latência é o tempo entre os comandos enviados pela equipa remota e a resposta do robô cirúrgico. Esse parâmetro foi considerado necessário para esse tipo de operação.
Ígor Lopes