O Governo da Tanzânia reforçou as acções de fiscalização contra a produção ilegal de sacolas plásticas, após descobrir uma fábrica clandestina em funcionamento na localidade de Chanika, nos arredores da cidade de Dar-Es-Salaam.
A operação foi conduzida pelo vice-ministro do Meio Ambiente, Reuben Kwagilwa, em coordenação com técnicos do Conselho Nacional de Gestão Ambiental (NEMC) e agentes da Polícia.
Durante a inspeção, realizada no período noturno, foi confirmado que a unidade operava sem autorização e produzia sacolas plásticas cuja fabricação e comercialização são proibidas no país.
Na sequência da operação, a fábrica foi encerrada e isolada pelas autoridades, que procederam ao inventário do material encontrado e à recolha de provas para sustentar o processo judicial contra os responsáveis.
O Executivo de Tanzania reafirmou na ocasião que continuará a intensificar as inspeções em todo o país para travar actividades ilegais ligadas ao sector dos plásticos.
Segundo aquele vice ministro, apenas empresas licenciadas e autorizadas para fins específicos podem produzir determinados materiais plásticos, em conformidade com a legislação ambiental em vigor.
A proibição de sacolas plásticas entrou em vigor em 2019 como parte da Estratégia Nacional de Protecção Ambiental, tendo em conta os impactos provocados pelos resíduos plásticos nos ecossistemas, cursos de água e na saúde pública.