ONU quer acelerar medidas para reduzir para metade as mortes nas estradas até 2030

As Nações Unidas reforçaram o apelo a uma ação internacional mais ambiciosa para combater a sinistralidade rodoviária, durante a Reunião de Alto Nível sobre Segurança Rodoviária Global, que decorre em Nova Iorque. O objetivo é impulsionar medidas que permitam salvar cerca de 600 mil vidas até 2030, reduzindo para metade o número de mortes e feridos graves nas estradas ao longo desta década.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os acidentes rodoviários provocam anualmente cerca de 1,2 milhões de mortes em todo o mundo, sendo a principal causa de morte entre crianças e jovens dos 5 aos 29 anos. O encontro, promovido pela presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock, e pela OMS, pretende acelerar a implementação dos compromissos assumidos na Década de Ação para a Segurança Rodoviária 2021-2030 e na Declaração Política adotada em 2022.

Em paralelo, decorre uma conferência de doadores da Parceria do Fundo das Nações Unidas para a Segurança Rodoviária (UNRSF), que pretende mobilizar mais de 10,6 milhões de dólares para financiar projetos em países de baixo e médio rendimento, onde ocorre a maioria das mortes no trânsito. Os recursos destinam-se a apoiar o planeamento estratégico, reforçar as autoridades nacionais responsáveis pela segurança rodoviária e promover a participação da sociedade civil, do setor privado e dos jovens.

Durante os trabalhos, vários países apresentaram exemplos de medidas já implementadas, como legislação mais rigorosa, melhoria das infraestruturas rodoviárias e reforço dos sistemas de emergência. A ONU defende que as soluções técnicas para reduzir a sinistralidade já existem, mas alerta que será indispensável aumentar o investimento e a vontade política para transformar os compromissos internacionais em resultados concretos e cumprir a meta de reduzir para metade as mortes e os ferimentos graves nas estradas até ao final da década.

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