Os Estados-membros da União Europeia aprovaram a participação do Reino Unido no programa de empréstimos de apoio à Ucrânia, um mecanismo de 90 mil milhões de euros destinado a responder às necessidades mais urgentes do país em 2026 e 2027, enquanto prossegue a guerra provocada pela invasão russa. A decisão permitirá que Kiev utilize parte do financiamento para adquirir equipamento militar produzido pela indústria de defesa britânica.
Segundo a Presidência irlandesa do Conselho da União Europeia, a medida reforça a cooperação entre a UE e o Reino Unido no apoio à Ucrânia. A ministra irlandesa dos Negócios Estrangeiros e do Comércio, Helen McEntee, afirmou que a decisão demonstra o compromisso conjunto de ambas as partes em apoiar a Ucrânia até que seja alcançada uma paz abrangente, justa e duradoura.
Do montante total do programa, 60 mil milhões de euros destinam-se ao reforço das capacidades da indústria de defesa ucraniana e à aquisição de equipamento militar, enquanto os restantes 30 mil milhões serão canalizados para apoio económico e orçamental direto ao Estado ucraniano. A inclusão do Reino Unido permitirá alargar o leque de fornecedores de armamento disponíveis para Kiev.
A participação britânica resulta do acordo de contribuição assinado entre a União Europeia e o Reino Unido a 13 de julho e foi considerada possível por Londres cumprir os critérios estabelecidos pela legislação europeia, incluindo uma contribuição financeira proporcional, a parceria de segurança e defesa com a UE e o apoio militar e financeiro já prestado à Ucrânia.
O Conselho da União Europeia deverá formalizar a decisão nos próximos dias através de procedimento escrito. Desde a criação deste instrumento financeiro, já foram desembolsados 8,1 mil milhões de euros, dos quais 4,9 mil milhões destinados à defesa e 3,2 mil milhões para apoio ao orçamento ucraniano. A Comissão Europeia prevê libertar, ao longo de 2026, cerca de 28,3 mil milhões de euros do pacote destinado ao reforço da capacidade industrial de defesa da Ucrânia.