Os incêndios florestais, a seca prolongada e as ondas de calor no sul da Europa estão a aumentar a pressão sobre a produção de azeite, com produtores a alertarem para uma possível subida dos preços.
As condições climáticas extremas estão a reduzir a produtividade dos olivais, a afetar a qualidade das azeitonas e a aumentar os custos de produção em países como Espanha, Grécia, Itália e Portugal.
A Comissão Europeia reviu em baixa a previsão da produção de azeite da União Europeia para a campanha 2025/26, estimando uma redução de 5%, sobretudo devido a uma quebra de 18% na Grécia.
Na Espanha, maior produtor mundial de azeite, os incêndios destruíram milhares de hectares de olivais e outras culturas, enquanto a escassez de água continua a agravar os prejuízos. Na Grécia, além dos incêndios, o calor extremo e a seca favorecem o aparecimento de pragas e comprometem a qualidade da produção.
Especialistas alertam que a intensificação dos fenómenos climáticos extremos está a aumentar a vulnerabilidade da agricultura mediterrânica e poderá refletir-se em novos aumentos dos preços dos alimentos.