O Movimento Pró-Albino de Angola defendeu o reforço da implementação do Plano de Apoio e Protecção às Pessoas com Albinismo e apelou à inclusão dos protectores solares de elevado factor de protecção na lista de medicamentos essenciais do país.
As recomendações resultam da 5.ª Conferência do Movimento Pró-Albino de Angola, realizada em Junho. Segundo o presidente do Conselho de Direcção da organização, Moisés Cardoso, o protector solar é actualmente tratado em Angola como um produto cosmético, apesar de a Organização Mundial da Saúde recomendar que os protectores solares de elevado factor de protecção destinados às pessoas com albinismo sejam considerados essenciais para a prevenção de problemas de saúde relacionados com a exposição solar.
Moisés Cardoso alertou para os elevados custos suportados pelas famílias para adquirir regularmente o produto e defendeu que a sua inclusão na lista de medicamentos essenciais permitiria garantir dotação orçamental para a compra e distribuição regular de protectores solares às pessoas com albinismo. O responsável comparou a importância da protecção solar à de uma vacina, sublinhando que a prevenção das doenças provocadas pela exposição solar é menos dispendiosa do que o seu tratamento.
Além da área da saúde, o Movimento chamou a atenção para os obstáculos enfrentados pelas pessoas com albinismo na educação e no acesso ao emprego. De acordo com Moisés Cardoso, muitas crianças abandonam a escola devido à falta de materiais adaptados à baixa visão e a situações de bullying, enquanto os adultos continuam a encontrar dificuldades na integração no mercado de trabalho.
O dirigente salientou que várias das medidas defendidas pela organização já estão previstas no plano aprovado pelo Executivo e na Declaração da SADC sobre a protecção das pessoas com albinismo, mas a sua implementação permanece abaixo do esperado.