Especialistas alertam que o Brasil deve ampliar as medidas de prevenção e adaptação diante da possibilidade de um novo episódio de El Niño e do aumento de eventos extremos.
Segundo dados apresentados pela UFRJ, cerca de 50 mil pessoas morreram entre 2000 e 2020 em 14 regiões metropolitanas devido a ondas de calor. Durante anos de El Niño, também aumentam os riscos de secas, incêndios e temperaturas extremas.
Os impactos variam por região: o Sul tende a ter mais chuvas e risco de inundações, enquanto o Norte e Nordeste podem enfrentar mais seca. No Centro-Oeste e Sudeste, são esperadas temperaturas elevadas e maior irregularidade das chuvas.
Especialistas defendem, por isso, políticas de adaptação mais rápidas, sobretudo para proteger as populações mais vulneráveis.
O alerta surge enquanto uma nova onda de calor atinge o país, com temperaturas que podem chegar aos 40–42 °C em algumas áreas até 19 de agosto.