O presidente dos EUA, Donald Trump, aprovou novas tarifas sobre drones importados e respetivos componentes, com taxas que podem chegar aos 100%, alegando razões de segurança nacional e a necessidade de reduzir a dependência de fabricantes estrangeiros.
Os produtos da União Europeia ficam sujeitos a uma tarifa de 15%, enquanto os britânicos terão uma taxa de 10%. Japão, Coreia do Sul, Suíça, Liechtenstein e Taiwan também beneficiam da taxa de 15%.
A tarifa máxima de 100% aplica-se a drones com mais de 25 kg ou equipados com câmaras térmicas, além de determinados componentes. Modelos menores ficam sujeitos a uma taxa de 25%.
Há, porém, uma condição importante: para beneficiar das tarifas reduzidas, a maior parte do hardware, software e tecnologia deve ter origem nos EUA ou nos países abrangidos. Isto pode criar dificuldades aos fabricantes europeus, que ainda dependem de fornecedores chineses para componentes como baterias, câmaras e motores.
Entre as empresas europeias potencialmente afetadas estão a francesa Parrot, a alemã Quantum Systems e a portuguesa Tekever, que tem vindo a expandir a sua presença no mercado norte-americano.
As novas tarifas fazem parte de uma estratégia mais ampla da administração Trump para reforçar a produção militar nos EUA e reduzir dependências externas. As medidas entram em vigor após os períodos previstos no decreto, sendo que Washington pretende também incentivar os fabricantes a transferirem produção para território norte-americano.