Inflação no Reino Unido sobe para 2,9% pressionada pelos custos da energia

A inflação anual do Reino Unido acelerou de 2,6% em junho para 2,9% em julho, atingindo o nível mais elevado dos últimos quatro meses, segundo dados do Office for National Statistics (ONS).

A principal pressão veio das contas de energia, cujo teto máximo aumentou 13% no mês passado. O ONS destacou que os preços do gás registaram a maior subida em quase quatro anos, num contexto de instabilidade no Médio Oriente.

A inflação dos serviços também contribuiu para a subida. As rendas aumentaram 4,1%, enquanto os preços dos serviços de internet, seguros automóveis e telecomunicações registaram aumentos significativos.

Em sentido contrário, a inflação alimentar abrandou para 1,3%, com alguns produtos, como manteiga, calçado, roupa e televisores, a registarem descidas de preços.

Especialistas admitem que a inflação poderá moderar nos próximos meses, mas alertam que os custos elevados continuam a dificultar uma eventual redução das taxas de juro pelo Banco de Inglaterra.

O novo Governo britânico pretende aliviar a pressão sobre as famílias através de medidas destinadas a reduzir alguns custos, incluindo impostos sobre a eletricidade doméstica e despesas com transportes.

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