Os Presidentes de Moçambique e do Zimbabwe, Daniel Chapo e Emmerson Mnangagwa, lançaram esta quarta-feira, 2 de setembro, em Nhamatanda, na província de Sofala, a primeira pedra para a expansão da capacidade de bombagem do oleoduto que liga o Porto da Beira ao Zimbabwe. O projecto deverá elevar a capacidade de transporte de combustíveis para cinco milhões de metros cúbicos por ano e reforçar a segurança energética e o comércio regional.
A infraestrutura é operada pela Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe e assegura há cerca de quatro décadas o transporte de produtos petrolíferos entre os dois países. A primeira fase da expansão permitiu aumentar a capacidade anual de dois para três milhões de metros cúbicos, enquanto a nova etapa prevê a construção de estações de bombagem em Nhamatanda, Sofala, e Messica, na província de Manica. No Zimbabwe, o projecto será acompanhado pelo aumento da capacidade do oleoduto Feruka-Harare.
Durante a cerimónia, Daniel Chapo destacou a importância estratégica da infraestrutura para responder ao crescimento da procura de energia associado à expansão das cidades e das actividades de mineração, agricultura, indústria, transportes, logística e comércio. O Presidente moçambicano defendeu ainda que o Corredor da Beira deve deixar de funcionar apenas como uma rota de trânsito e transformar-se num verdadeiro corredor de desenvolvimento, com mais indústria, centros logísticos, unidades de agro-processamento e zonas económicas especiais.
Chapo salientou igualmente a necessidade de garantir benefícios directos para as comunidades locais, através da criação de emprego e da participação de empresas nacionais. O Chefe de Estado defendeu que o investimento deve gerar postos de trabalho qualificados, sobretudo para os jovens das províncias de Sofala e Manica, apelando simultaneamente à protecção da infraestrutura e das comunidades instaladas ao longo da sua faixa de servidão.
Por sua vez, Emmerson Mnangagwa considerou a expansão do oleoduto estratégica para Moçambique, Zimbabwe e para a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Segundo o Presidente zimbabueano, o aumento da capacidade deverá reduzir constrangimentos no abastecimento de combustíveis e melhorar a eficiência e a fiabilidade do Corredor da Beira, apoiando sectores como a agricultura, mineração, indústria, transportes e construção. Os dois líderes defenderam que a cooperação deve aprofundar a integração económica regional, transformando as fronteiras políticas em espaços de ligação e prosperidade partilhada.