As novas suspeitas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, voltaram a colocar o Supremo Tribunal Federal (STF) no centro da disputa eleitoral brasileira. No mesmo período, Flávio Bolsonaro também foi associado a pagamentos feitos pelo banqueiro.
Apesar da polémica, as primeiras sondagens não registaram alterações significativas. Lula surge com 37% das intenções de voto, contra 29% de Flávio Bolsonaro. Num eventual segundo turno, os dois aparecem tecnicamente empatados, com 42% e 41%, respetivamente.
Para especialistas em pesquisa eleitoral, a crise pode reforçar as narrativas de ambos os lados, mas dificilmente será decisiva para mudar o voto. Muitos apoiantes de Flávio dizem escolhê-lo sobretudo para impedir um novo mandato de Lula, enquanto eleitores do atual presidente apontam a rejeição ao regresso da direita como principal motivação.
A disputa deverá continuar muito equilibrada, com segurança, economia e saúde entre as principais preocupações dos eleitores. O eleitorado de centro poderá assumir um papel determinante numa eleição marcada mais pela rejeição do adversário do que pela preferência pelos candidatos.