Os fabricantes chineses estão a acelerar os planos para produzir automóveis diretamente na Europa, numa estratégia para reduzir o impacto das tarifas comunitárias e garantir um acesso mais competitivo ao mercado europeu.
Segundo estimativas da Global Mobility, cerca de 90 mil veículos de marcas chinesas serão produzidos na Europa em 2026. O volume poderá crescer para um milhão de unidades por ano em 2030 e chegar aos 1,5 milhões em 2035.
A expansão já conta com projetos da BYD na Hungria e potenciais investimentos em Espanha. A Chery produz modelos Omoda e Jaecoo em território espanhol, enquanto a Leapmotor utiliza uma fábrica em Saragoça através da parceria com a Stellantis. A Geely também prepara produção em Valência.
Bruxelas pretende, contudo, impedir que estas fábricas funcionem apenas como locais de montagem de componentes importados da China. O futuro Industrial Accelerator Act poderá exigir uma maior utilização de peças fabricadas na Europa, incluindo componentes de baterias, aumentando os custos de produção e podendo reduzir a vantagem de preço dos fabricantes chineses.