Os efeitos das alterações climáticas já estão a refletir-se diretamente nos custos das famílias, através do aumento dos seguros, dos preços dos alimentos, dos impostos e das despesas associadas a desastres naturais. Um estudo da MIT Sloan School of Management e da UCLA estima que as famílias norte-americanas suportem, em média, mais 900 dólares por ano devido às alterações climáticas.
Os impactos também atingem os rendimentos e a produtividade. Investigadores estimam que o aumento das temperaturas poderá reduzir em 12% os rendimentos dos norte-americanos face a um cenário sem alterações climáticas. Secas e ondas de calor podem afetar culturas agrícolas e, através das cadeias de abastecimento, encarecer produtos e reduzir os rendimentos de setores dependentes dessas matérias-primas.
Na Alemanha, a seca e os baixos níveis do Reno estão a limitar o transporte de mercadorias, com possíveis efeitos sobre a produção económica. Na Austrália, um estudo concluiu que o aquecimento global já reduziu significativamente a atividade económica no estado de Nova Gales do Sul, devido sobretudo à menor produtividade agrícola, ao aumento dos custos da água e aos danos provocados pelo calor extremo.
A adaptação às alterações climáticas também exige investimentos elevados em infraestruturas, saúde e transportes. Na Europa, as ondas de calor registadas em 2026 terão provocado perdas económicas estimadas em cerca de 180 mil milhões de euros. Os especialistas defendem que medidas de adaptação, acompanhadas pela redução das emissões, são essenciais para limitar custos que poderão aumentar com o agravamento do aquecimento global.