A Alemanha apresentou uma estratégia nacional para abandonar progressivamente os combustíveis fósseis até 2045, tornando-se o terceiro país europeu a avançar com um roteiro deste género. O plano prevê acelerar as energias renováveis, aumentar a utilização de veículos elétricos e recorrer aos mecanismos europeus de comércio de emissões para reduzir o consumo de fontes poluentes na indústria.
A decisão surge num contexto de preocupação com a segurança energética e com a volatilidade dos preços do petróleo e do gás. O Governo alemão considera que a redução da dependência destes recursos pode diminuir a exposição do país a crises internacionais e, simultaneamente, contribuir para os objetivos climáticos.
França foi o primeiro país europeu a apresentar uma estratégia semelhante, estabelecendo 2050 como horizonte para reduzir a dependência do petróleo e do gás. Os Países Baixos também divulgaram um plano para diminuir o consumo de combustíveis fósseis, embora sem definir uma data obrigatória para a sua eliminação.
Especialistas citados no artigo consideram que os três países precisam de acelerar a transição para alcançar resultados mais significativos. Alemanha, França e Países Baixos representam, em conjunto, cerca de 46% do PIB da União Europeia, o que confere particular importância às suas políticas energéticas.