O Governo russo apresentou novas medidas fiscais para reforçar as receitas públicas, numa altura em que o défice orçamental aumenta e a economia perde dinamismo. No primeiro semestre de 2026, o desequilíbrio das contas federais atingiu 5,85 biliões de rublos, cerca de 60 mil milhões de euros.
Entre as propostas está o aumento da tributação sobre juros de depósitos, dividendos, investimentos e venda de bens, com taxas que poderão chegar aos 22%. Moscovo pretende ainda aplicar IVA às compras realizadas em lojas online estrangeiras e alterar a tributação de alguns trabalhadores independentes.
As grandes empresas também poderão enfrentar novos encargos. O Ministério das Finanças prevê uma tributação de 30% sobre determinados rendimentos adicionais de empresas do setor mineiro e metalúrgico, enquanto as empresas ligadas à extração de ouro poderão ficar sujeitas a uma taxa de 20%.
Segundo o Ministério das Finanças russo, parte das receitas adicionais será destinada às Forças Armadas, à modernização da indústria militar, às remunerações dos militares e ao apoio às suas famílias. As propostas surgem num contexto de elevados gastos públicos, sanções internacionais e menor crescimento económico.