O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) tem barrado, de forma sistemática, as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) propostas pela oposição no país.
Desde a instituição do multipartidarismo, em 1992, a Assembleia Nacional chumbou sete pedidos de criação destes órgãos, todos apresentados pela União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), maior partido da oposição no país. Apenas um chegou a avançar.
De recordar que as CPI são um instrumento político do Parlamento angolano, destinado a fiscalizar os atos e as atividades do Poder Executivo, da administração pública e das restantes instituições públicas. A utilização das mesmas deve ficar reservada a casos de gravidade extraordinária.
O chumbo tem inviabilizado investigações acerca de matérias relevantes e da gestão de recursos públicos, agravando a perceção de que certos temas são escondidos dos cidadãos.