As cores, riscas e movimentos das asas das borboletas podem criar ilusões visuais que dificultam os ataques de aves e de outros predadores. A conclusão resulta de um estudo realizado por investigadores das universidades britânicas de Exeter e Essex.
Durante o voo, o movimento das asas altera constantemente a orientação dos padrões, criando uma perceção enganadora da velocidade e da direção do inseto. Este efeito pode levar o predador a calcular mal a trajetória e a falhar o ataque ou a atingir uma zona menos vulnerável.
Os investigadores recorreram a simulações informáticas e a câmaras de alta velocidade, capazes de captar mais de mil imagens por segundo. Os resultados indicam que riscas de elevado contraste, determinadas faixas e caudas nas asas traseiras aumentam a confusão visual.
Os cientistas acreditam que mecanismos semelhantes poderão existir noutros animais, como aves, lagartos e peixes. A descoberta poderá ajudar a compreender melhor a evolução destas características como estratégia de defesa contra predadores.