As três grandes potências tecnológicas estão a seguir caminhos diferentes para controlar o desenvolvimento da inteligência artificial. Enquanto a União Europeia aposta sobretudo em legislação vinculativa, os Estados Unidos privilegiam compromissos voluntários das empresas e a China combina regulamentação com uma forte supervisão estatal.
Na UE, o AI Act estabelece diferentes obrigações de acordo com o nível de risco dos sistemas, chegando a proibir determinadas utilizações. Bruxelas tem também avançado com regras específicas para plataformas digitais e procura reforçar a proteção dos menores perante chatbots e companheiros virtuais.
Nos Estados Unidos, a administração de Donald Trump tem favorecido uma abordagem menos restritiva, procurando estimular o investimento e o desenvolvimento tecnológico. As principais empresas norte-americanas assumiram recentemente compromissos voluntários relacionados com auditorias e supervisão dos modelos mais avançados, mas sem sanções previstas em caso de incumprimento.
A China, por sua vez, tem criado regras para diferentes utilizações da IA e defende que a tecnologia deve permanecer sob controlo humano. Pequim mantém igualmente uma supervisão apertada dos conteúdos produzidos por estes sistemas, embora não tenha adotado uma política geral de abrandamento do desenvolvimento tecnológico.