O Fundo Monetário Internacional (FMI) defende que os governos africanos devem substituir os subsídios generalizados por apoios sociais direcionados às populações mais carenciadas, numa altura em que vários países enfrentam dificuldades financeiras e elevados encargos com a dívida.
Segundo Amadou Sy, responsável do Departamento Africano do FMI, os países devem controlar a despesa pública sem comprometer investimentos essenciais em áreas como saúde, educação e infraestruturas. O economista considera que os apoios diretos às famílias são mais eficientes do que os subsídios abrangentes aos combustíveis.
O FMI aconselha ainda os governos a utilizarem receitas extraordinárias para reduzir dívidas e pagamentos em atraso. Para atrair investimento privado, recomenda melhorias no fornecimento de energia, na conectividade digital, na formação profissional e no ambiente de negócios.
A instituição alerta também para os riscos da elevada exposição dos bancos à dívida pública, que pode limitar o financiamento às empresas. Apesar destes desafios, o FMI prevê que a economia da África subsaariana cresça 4,5% em 2026, embora persistam vulnerabilidades financeiras.