Os institutos de Propriedade Industrial dos países de língua portuguesa reuniram-se a 15 de outubro, em Lisboa, para avaliar os progressos da cooperação entre os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e identificar novas oportunidades de colaboração. O encontro foi organizado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) de Portugal, em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).
A reunião permitiu analisar a implementação do Plano de Ação acordado nas II Jornadas Lusófonas de Propriedade Industrial, bem como discutir os desafios enfrentados pelos diferentes sistemas nacionais nesta área. Os participantes procuraram também identificar iniciativas conjuntas que contribuam para melhorar a proteção da propriedade industrial e estimular a inovação no espaço lusófono.
A iniciativa contou com a participação de Ana Bandeira, presidente do Conselho Diretivo do INPI, Beatriz Amorim-Borher, diretora sénior do Departamento de Cooperação para o Desenvolvimento da OMPI, e Arlinda Cabral, diretora de Ação Cultural e Língua Portuguesa do Secretariado Executivo da CPLP.
Representantes de Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste partilharam experiências e perspetivas sobre o desenvolvimento dos respetivos sistemas de Propriedade Industrial. Cabo Verde também participou nos trabalhos, através de uma intervenção de Sónia Duarte, do Instituto de Gestão da Qualidade e da Propriedade Intelectual, no âmbito da presidência pro tempore da Rede Lusófona da Propriedade Industrial.
O encontro pretendeu aprofundar o diálogo institucional, promover a partilha de boas práticas e consolidar as relações entre os países participantes. A cooperação nesta área é considerada relevante para reforçar a proteção do conhecimento, valorizar a inovação e contribuir para o desenvolvimento económico sustentável no espaço da CPLP.