Austrália: Investigadores desenvolvem inteligência artificial para avaliar risco de AVC através do ADN

Uma equipa da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália, desenvolveu um modelo de inteligência artificial capaz de analisar o ADN e identificar fatores genéticos associados ao risco de acidente vascular cerebral (AVC) isquémico, provocado pela obstrução de uma artéria cerebral.

A ferramenta utiliza a tecnologia transformer, também presente em sistemas como o ChatGPT, para estudar relações entre variantes genéticas. Os investigadores identificaram 18 variantes associadas à doença, incluindo alterações em genes como EDEM2 e KANK2.

O modelo foi testado com dados de mais de 40 mil pessoas, permitindo classificá-las em três níveis de risco genético. Os participantes identificados como de alto risco apresentaram uma probabilidade 21% superior de sofrer um primeiro AVC isquémico, comparativamente aos de baixo risco.

Os cientistas consideram que esta tecnologia poderá contribuir para uma prevenção mais personalizada. O próximo objetivo é combinar informação genética com dados clínicos e hábitos de vida, incluindo tensão arterial, diabetes, colesterol e idade, para melhorar a avaliação do risco.

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