União Europeia reforça estratégia de segurança no Ártico perante crescente influência da Rússia e da China

A União Europeia apresentou, a 20 de outubro, uma nova estratégia para reforçar a sua presença no Ártico, numa altura em que as alterações climáticas facilitam o acesso a recursos naturais e abrem novas rotas marítimas, aumentando a importância económica e geopolítica da região.

O plano prevê maior vigilância marítima, proteção de cabos submarinos e reforço das infraestruturas de transporte e defesa. Bruxelas pretende também criar um centro de segurança marítima para acompanhar embarcações russas suspeitas de contornar sanções internacionais.

Outra prioridade é aumentar a capacidade europeia de operar em águas geladas, através da expansão da frota de navios quebra-gelo. Atualmente, a Europa dispõe de cerca de dez embarcações deste tipo, enquanto a Rússia possui aproximadamente 40.

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, alertou para a crescente presença russa e chinesa na região. Apesar das tensões, Bruxelas sublinha que a nova estratégia não pretende substituir a NATO, que continuará a desempenhar um papel central na defesa e dissuasão militar.

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