O líder da Renamo, Ossufo Momade, reconheceu a existência de divergências internas no partido. A declaração foi feita na abertura do III Conselho Nacional da formação política, onde estiveram presentes cerca de 190 delegados provinciais.
O dirigente aproveitou a ocasião para apelar a que as divergências em questão não sejam transformadas em guerras internas. Momade salientou que os Mártires da Renamo, André Matsangaissa e Afonso Dhlakama, não deixaram o partido para servir de palco de vaidades pessoais.
“Os nossos mártires não nos deixaram um partido para servir de palco a vaidades, deixaram-nos uma causa. E uma causa só sobrevive se for servida por pessoas unidas em torno do essencial”, partilhou.
“O que não pode existir são divergências que se transformam em ruptura, a crítica que se transforma em injúria e o debate que se transforma em guerra interna”, concluiu, pedindo respeito pelos órgãos sociais da organização política e a preservação dos elementos identitários.
Segundo Ossufo Momade, a bandeira e os cartazes da Renamo têm sido incendiados por alguns contestatários da sua liderança. Mas estes símbolos não pertencem a nenhum indivíduo, prosseguiu, devendo ser por isso preservados.