A EasyJet pretende expandir a operação no aeroporto de Berlim, apesar das dificuldades que afetam o setor na Alemanha. A companhia mantém 11 aviões na capital alemã e assegura cerca de 60 rotas. No verão de 2027, prevê inaugurar ligações diretas para Ljubljana e Rimini, além de aumentar frequências e acrescentar aproximadamente 14 voos semanais.
O responsável da empresa na Alemanha e na Suíça, Stephan Erler, considera que o aeroporto BER tem margem para crescer, mas alerta para os elevados encargos fiscais, de segurança e de navegação aérea. Segundo a Federação Alemã da Indústria de Transporte Aéreo, os custos de origem estatal quase duplicaram desde 2020, tornando a Alemanha menos competitiva face a mercados como Itália e Espanha.
O setor defende que taxas mais baixas poderiam atrair novas rotas e investimentos. Embora o Governo alemão tenha reduzido o imposto sobre o transporte aéreo em julho de 2026, a EasyJet considera que o efeito ficou aquém do esperado. A empresa aponta ainda a Polónia como exemplo de um mercado com custos mais favoráveis, que tem vindo a atrair companhias e passageiros.
A pressão sobre as transportadoras aumenta também com a subida dos combustíveis e as exigências ambientais da União Europeia. A incorporação obrigatória de combustíveis sustentáveis, mais caros do que o querosene convencional, representa uma despesa adicional. Apesar do crescimento do tráfego aéreo europeu durante o verão, a evolução é desigual e as previsões da IATA apontam para uma redução dos lucros das companhias europeias em 2026.