O presidente do Partido Liberal (PL) de Angola, Luís de Castro, questionou a coerência dos setores que defendem a alternância política no país, mas que apoiam o Partido dos Trabalhadores (PT), do Brasil. Neste sentido, mencionou alegações de financiamento da campanha eleitoral do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), em 2012, pela construtora brasileira Odebrecht.
Segundo uma publicação feita por Luís de Castro, a Odebrecht financiou parte da campanha eleitoral do MPLA, no valor de 20 milhões de dólares.
“Quem defende, de facto, a alternância política em Angola, ao apoiar o PT, coloca-se completamente na contramão dos princípios que diz defender”, pode ler-se.
Estas alegações sobre o financiamento foram divulgadas em 2017, na sequência de depoimentos prestados no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, no Brasil.
As declarações de Luís de Castro voltam a colocar em discussão o financiamento das campanhas eleitorais em Angola e a relação entre os partidos angolanos e as forças políticas estrangeiras, num contexto de debate sobre transparência, fiscalização das contas partidárias e alternância do poder.