Cabo Verde confirmou a participação na terceira Cimeira Rússia-África, que decorre em Moscovo nos dias 28 e 29 de outubro. A decisão representa uma mudança na presença diplomática do arquipélago, depois de ter optado por não participar na edição de 2023, em protesto contra a invasão russa da Ucrânia.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros cabo-verdiano anunciou a disponibilidade para estudar novas formas de cooperação com Moscovo, destacando a importância do diálogo internacional. O Governo, liderado desde junho pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), afirma orientar a sua política externa pelo pragmatismo e pela neutralidade ativa.
A representação cabo-verdiana está a cargo do embaixador Domingos Mascarenhas, representante permanente do país junto da União Africana. As autoridades recordam os laços históricos com a Rússia, iniciados durante o processo de independência, e a colaboração desenvolvida na formação de profissionais cabo-verdianos.
Apesar da reaproximação diplomática, o Executivo reafirma o compromisso com a soberania dos Estados e os princípios da Carta das Nações Unidas. Cabo Verde tinha anteriormente condenado a ofensiva militar russa e apoiado resoluções internacionais favoráveis à integridade territorial da Ucrânia.