Angola registou receitas brutas de 8,33 mil milhões de dólares, aproximadamente 7,3 mil milhões de euros, provenientes das exportações de petróleo entre julho e setembro de 2026. Apesar da redução do volume exportado face ao mesmo período de 2025, a valorização do crude nos mercados internacionais permitiu aumentar as receitas.
Segundo o secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, o país exportou cerca de 88,74 milhões de barris, a um preço médio de 93,825 dólares por barril. O volume comercializado diminuiu 2,87% em termos homólogos, enquanto o valor das exportações cresceu 31,82%.
A China continuou a ser o principal comprador do petróleo angolano, absorvendo 39,86% das exportações, seguida da Índia, com 18,45%. Itália e Espanha representaram, respetivamente, 5,63% e 5,03% do total.
No setor do gás natural, Angola exportou aproximadamente 789 mil toneladas, gerando receitas brutas de 867,13 milhões de dólares. A atividade registou uma quebra significativa devido à manutenção programada da fábrica Angola LNG. José Barroso destacou a necessidade de reforçar a competitividade do setor energético perante a instabilidade dos mercados internacionais e os desafios geopolíticos.