Imagem: Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. Foto: Agência Incomparáveis
O ministro da Economia e da Coesão Territorial de Portugal, Manuel Castro Almeida, iniciou, no dia 1 de novembro, uma visita oficial à Venezuela, acompanhado pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e pela presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Ana Casaca. A deslocação, que decorre até 3 de novembro, tem como objetivos reforçar as relações políticas e económicas entre os dois países, promover oportunidades de investimento e estreitar os contactos com a comunidade portuguesa e lusodescendente residente em território venezuelano.
A comitiva integra uma missão empresarial composta por cerca de 30 empresas portuguesas de setores como energia, construção e equipamentos, banca, saúde, indústria farmacêutica, tecnologia, alimentação, turismo e hotelaria. Durante a visita, estão previstos encontros com autoridades venezuelanas, em Caracas, e reuniões destinadas a identificar possibilidades de cooperação económica e empresarial.
Um dos momentos centrais da agenda será o Fórum Empresarial Portugal-Venezuela, organizado pela AICEP, que reunirá representantes empresariais dos dois países para analisar oportunidades comerciais, estabelecer contactos e promover parcerias de investimento. A deslocação ficará também marcada pelo anúncio da reabertura da representação da AICEP em Caracas, medida destinada a reforçar o acompanhamento das empresas portuguesas interessadas no mercado venezuelano.
Segundo Castro Almeida, a visita enquadra-se na nova fase que a Venezuela atravessa e na intenção de Portugal participar no desenvolvimento das relações económicas bilaterais, tendo em consideração os laços históricos entre os dois países e a presença da comunidade portuguesa.
“Esta visita tem uma forte dimensão política, económica e empresarial, visando reforçar as relações entre os dois países”, afirmou o ministro, de acordo com o comunicado divulgado pelo Governo português.
Castro Almeida destacou ainda a importância da comunidade portuguesa e lusodescendente, que classificou como “uma verdadeira ponte entre as duas economias”. Para o governante, a reabertura da representação da AICEP permitirá dar continuidade aos contactos estabelecidos durante a missão, garantindo um acompanhamento das oportunidades de negócio e investimento identificadas.
Emídio Sousa reforça contactos com a comunidade portuguesa
A presença do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, constitui uma das componentes da visita oficial, tendo em conta a dimensão histórica da emigração portuguesa para a Venezuela e a participação dos portugueses e lusodescendentes na atividade económica e social do país.
O governante prevê reunir-se com representantes da comunidade e acompanhar a situação das associações portuguesas, procurando reforçar os contactos institucionais e conhecer as necessidades das estruturas que desenvolvem atividades de apoio à população de origem portuguesa.
“Durante esta visita, que visa aproximar empresas de ambos os países e encontrar oportunidades de negócio, terei oportunidade de verificar o processo de reconstrução após o terramoto, altura em que visitei o país e apoiei as associações portuguesas com atuação no terreno”, afirmou Emídio Sousa, segundo o comunicado oficial.
O secretário de Estado sublinhou também a importância de manter uma relação de proximidade com os portugueses e lusodescendentes residentes na Venezuela.
“Este é um momento também para reforçar o contacto com a comunidade portuguesa e lusodescendente, comunidade que está profundamente enraizada na Venezuela e contribui muito para a vida económica e social do país, sendo um dos grandes laços entre os nossos dois povos”, acrescentou.
Missão empresarial e cooperação bilateral
A deslocação decorre num contexto em que Portugal procura reforçar a internacionalização das suas empresas e a presença em mercados externos. A reabertura da representação da AICEP em Caracas deverá constituir um instrumento de apoio às empresas portuguesas, permitindo acompanhar oportunidades de investimento e estabelecer contactos com entidades económicas venezuelanas.
A visita tem igualmente uma dimensão de acompanhamento da reconstrução após o terramoto referido pelo secretário de Estado. Emídio Sousa pretende verificar a evolução dos trabalhos e manter contactos com as associações portuguesas que desenvolvem atividades no terreno, dando continuidade ao apoio prestado durante uma deslocação anterior ao país.
A presença de representantes empresariais portugueses permitirá também analisar possibilidades de cooperação em setores nos quais Portugal dispõe de empresas com experiência internacional. O Fórum Empresarial Portugal-Venezuela deverá funcionar como espaço de contacto entre empresários, instituições e potenciais parceiros comerciais, com o objetivo de identificar projetos e estabelecer relações de investimento.
Para Castro Almeida, a reabertura da representação da AICEP em Caracas será determinante para assegurar a continuidade da aproximação económica. O ministro considera necessário que os contactos estabelecidos durante a missão tenham acompanhamento institucional e possam traduzir-se em resultados para as empresas dos dois países.
A comunidade portuguesa e lusodescendente assume igualmente um papel nesta aproximação. A sua presença na economia e na sociedade venezuelanas constitui um dos principais elementos de ligação entre Portugal e Venezuela, sendo considerada pelo Governo português uma componente das relações bilaterais.
Até 3 de novembro, a agenda da comitiva deverá combinar encontros políticos, contactos com empresários e reuniões com representantes da comunidade portuguesa e lusodescendente. A missão procura, assim, desenvolver duas áreas das relações entre Portugal e Venezuela: a cooperação económica e o acompanhamento das comunidades portuguesas residentes no país.
Ígor Lopes