Brasil e Arábia Saudita discutem cooperação estratégica em minerais críticos

O Governo do Brasil está a aprofundar o diálogo com a Arábia Saudita para reforçar a cooperação no setor dos minerais críticos e atrair novos investimentos para a mineração. Em visita oficial a Riade, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reuniu-se com o ministro saudita da Indústria e Recursos Minerais, Bandar Al-Khorayef, com o objetivo de ampliar parcerias estratégicas entre os dois países.

Durante o encontro, Silveira destacou os avanços institucionais do Brasil na governança do setor mineral, sublinhando o papel do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), que reúne 18 ministérios e assessora diretamente o Presidente da República na formulação das políticas do setor. Segundo o ministro, a atuação do CNPM tem contribuído para simplificar o licenciamento, reduzir a burocracia e aumentar a previsibilidade e a segurança jurídica para investimentos de longo prazo.

O ministro apresentou ainda as potencialidades do Brasil no mercado internacional, com destaque para projetos estratégicos de minério de ferro de alta qualidade e de cobre, especialmente nos estados do Pará e de Minas Gerais. Silveira salientou que apenas cerca de 30% do subsolo brasileiro está mapeado, apesar de o país já deter a segunda maior reserva mundial de terras raras e a sétima maior de urânio.

No âmbito da cooperação bilateral, foi acordada a criação de um grupo de trabalho entre os dois governos, com reuniões regulares, para identificar oportunidades conjuntas e dar maior eficiência à colaboração no setor mineral. O ministro brasileiro manifestou também interesse em receber no Brasil representantes da Manara Minerals, fundo saudita que é parceiro da Vale na Vale Base Metals, focada na produção de cobre e níquel — minerais considerados estratégicos para a transição energética.

Alexandre Silveira defendeu ainda que os investimentos sauditas avancem para a cadeia de transformação mineral no Brasil, promovendo a industrialização, a criação de empregos e o desenvolvimento tecnológico. Por fim, solicitou o apoio do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) em projetos de mapeamento geológico, com vista a ampliar o conhecimento do potencial mineral brasileiro e criar bases sólidas para novos investimentos estruturantes.

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