O Banco Mundial decidiu suspender todas as suas operações e o desembolso de fundos na Guiné-Bissau, na sequência da recente instabilidade política e da quebra da ordem constitucional no país. De acordo com a instituição financeira, esta decisão resulta da aplicação das suas normas internas, que determinam a interrupção do apoio financeiro sempre que um país passa a ser governado por autoridades consideradas fora do quadro constitucional.
A suspensão resulta no congelamento imediato de projetos em curso, na interrupção de novos financiamentos e na paralisação de desembolsos já aprovados. Trata-se de uma medida que afeta programas nos setores da saúde, educação, infraestruturas, governação e proteção social, áreas que têm beneficiado do apoio contínuo do Banco Mundial na Guiné-Bissau.
Recorde-se que a Guiné-Bissau sofreu um golpe de Estado em novembro de 2025. Em contextos de golpes de Estado ou de transições políticas não reconhecidas, o documento da instituição financeira recomenda cautela acrescida.
“A continuidade das operações financeiras só deve ocorrer quando existirem garantias razoáveis de que os fundos não serão comprometidos por instabilidade política ou administrativa”, esclareceu o Banco Mundial, que acrescentou estar a acompanhar a evolução da situação política e institucional do território africano, uma vez que a decisão não representa um afastamento definitivo.
“Trata-se de uma suspensão temporária, sujeita a reavaliação à medida que a situação política evoluir”, indica uma fonte do Banco Mundial, citada pela imprensa internacional.