O chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, reconheceu nesta quarta-feira, 17 de julho, que o combate aos crimes de raptos ainda é um desafio no país.
“Em certa medida, os casos de raptos [nos últimos cinco anos] foram mais esclarecidos relativamente aos períodos anteriores, ainda que reconheçamos que a sua erradicação continua a constituir um desafio para o nosso Serviço Nacional de Investigação Criminal [SERNIC] e outros organismos da lei e ordem”, partilhou o governante durante a abertura do XXXIV Conselho Coordenador do Ministério do Interior, realizado em Maputo.
Neste âmbito, Nyusi apelou à polícia para trazer a público os “mandantes” dos referidos crimes, de maneira a ser um dos mecanismos para travar este tipo de crime.
“Tragam pelo menos um mandante. Hão de ver que a narrativa vai mudar, porque os mandantes são muito medrosos. A gente basta tomar uma certa medida, eles logo fogem”, concluiu, citado pela “Folha de Maputo”.
A Polícia da República de Moçambique registou um total de 185 casos de raptos e pelo menos 288 pessoas foram detidas por suspeitas de envolvimento neste tipo de crime desde 2011. Estes números foram divulgados em março pelo ministro do Interior, Pascoal Ronda.