Guiné-Bissau: PGR contraria explicações de DSP no Caso dos Seis Bilhões

A Procuradoria-Geral da República (PGR) negou que três dos seis bilhões de Cfa teriam sido pagos a um conselheiro próximo do Presidente da República, contrariando assim as declarações do líder do Parlamento guineense, Domingos Simões Pereira (DSP).

Em nota à Imprensa, tornada pública esta quinta-feira, 3 de Outubro, a Procuradoria-Geral da República apontou que “um dos seis bilhões em investigação foi pago a uma empresa com sede no Panamá gerida pelo deputado da coligação política Terra Ranka [Almame Cassamá]”, e aponta que “a realidade factual dos autos demonstra que da carta assinada por Domingos Simões Pereira e o ex-ministro das finanças Suleimane Seidi, das pessoas beneficiárias do montante em causa nenhum deles recebeu três bilhões como tinha denunciado o líder do parlamento”.

O assessor de imprensa da Procuradoria-geral, Maurício Alves, que assina o documento da PGR, desataca ainda que “foram pagos 1 bilhão, seiscentos cinquenta e um milhões e quinhentos mil Fcfa (1.651.500.000 Cfa) ao hotel Império e Grupo ACD detido por Armando Correia Dias”, também, dirigente da Coligação PAI-Terra Ranka.

“O ex-secretário do Estado do Tesouro, António Monteiro, pagou a si mesmo, quinhentos e noventa e oito milhões, trezentos e um mil e trezentos e oitenta Fcfa (598.302.380 cfa)” através de uma transferência efectuada para a conta da sua empresa Connecting Lda, e “pagou a Vicente Fernandes”, líder do Partido da Convergência Democrática (PCD), aliado da coligação PAI-Terra Ranka”, através de uma transferência para a sua conta, de cinquenta milhões de cfa (50.000.000 cfa), refere o documento da PGR.

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