O Primeiro-Ministro Israelita Benjamin Netanyahu confessou publicamente pela primeira vez este domingo o seu envolvimento nos ataques de pagers e walkie-talkies, ocorridos nos dias 17 e 18 de Setembro deste ano. A revelação foi feita durante uma sessão governamental Israelita na qual Netanyahu mencionou que tinha dado luz verde à operação que envolveu a detonação de milhares de dispositivos pager e que causou 40 mortos e mais de 3.500 feridos em diversos pontos no Líbano, nomeadamente em áreas frequentadas por membros do Hezbollah.
Esta operação acabou por levar à exposição das identidades e respetivas localizações de diversos importantes comandantes do grupo xiita que foram eliminados ao longo de vários dias, culminando no assassínio do próprio Secretário-Geral, Sayyed Hassan Nasrallah, morto no dia 27 de Setembro.
Durante a reunião de Domingo, Netanyahu referiu ainda que o ataque dos pagers e walkie-talkies foi avante apesar da oposição de vários altos funcionários militares Israelitas. Fazendo referência ao sucesso tático do ataque dos pagers, Netanyahu quis relembrar aos membros do seu governo que o seu poder dentro do executivo para dar ordens (mesmo que impopulares), é absoluto e que ninguém é considerado indispensável (como demonstrado pela recente ordem de demissão do Ministro de Defesa, Yoav Gallant, após meses de discórdia interna em diversas ocasiões com Netanyahu).
Também este Domingo, o Primeiro-Ministro Israelita referiu que já comunicou diretamente com Donald Trump três vezes desde a sua vitória presidencial nos EUA, enaltecendo que, por um lado, ambos partilham a mesma visão da ameaça Iraniana na região do Médio Oriente e que, por outro, estão previstas grandes oportunidades para Israel prosperar em regime de paz.
João Sousa, e-Global