No passado, o distrito de Mogovolas, em Moçambique, registou manifestações devido a uma onda de desinformação sobre a origem da cólera, que até culminou na destruição de material de saúde e bens da organização Médicos Sem Fronteiras.
E como os casos de cólera continuaram, as autoridades de saúde decidiram lançar uma campanha de vacinação desde segunda-feira até sexta-feira, com o objetivo de abranger 199 mil pessoas residentes naquele distrito.
Para garantir o sucesso da campanha, foram convocados militares para acompanhar o processo, com o intuito de repelir qualquer tentativa de sabotagem ou de inviabilização por parte dos manifestantes.
O chefe do Departamento de Saúde Pública da Direção Provincial de Saúde de Nampula, Geraldo Avalinho, explicou que a medida foi tomada para alcançar as metas da campanha e evitar qualquer interferência.
“A vacinação está sendo realizada com a presença de militares, mas compreendemos que há uma onda de desinformação. Muitos dos nossos colegas ainda estão receosos de ir até lá para oferecer a vacina, pois os populares afirmam que estão à espera”, disse Avalinho.
Ele acrescentou que os administradores da vacinação são membros das comunidades locais, pois os técnicos de saúde em Mogovolas estão sendo perseguidos e espancados.