Portugal, os Países Baixos e o Reino Unido surgem como os destinos europeus mais atrativos para workations, uma modalidade que combina trabalho remoto com momentos de lazer, revela um estudo da plataforma Notta.ai.
A análise, baseada em dados de várias fontes, avaliou critérios como qualidade da ligação à Internet, número de espaços de coworking, custos com alimentação e alojamento, bem como a disponibilidade de Wi-Fi gratuito.
Portugal destacou-se por oferecer a maior densidade de pontos de acesso Wi-Fi gratuitos na Europa, enquanto o Reino Unido lidera em espaços de coworking e a Dinamarca apresenta as ligações à Internet mais rápidas. Montenegro, por sua vez, foi referenciado pelo baixo custo de vida aliado a uma boa conetividade.
De acordo com o estudo, os destinos mais apelativos para workation são aqueles que conciliam infraestrutura tecnológica com experiências culturais e qualidade de vida.
No entanto, a crescente adesão a este estilo de vida levanta preocupações, especialmente em locais já pressionados pelo turismo, como Espanha, onde o impacto no mercado habitacional motivou protestos recentes.
A crescente popularidade do trabalho flexível está a moldar novas formas de viajar e trabalhar, trazendo oportunidades, mas também desafios que exigem políticas públicas equilibradas para proteger as comunidades locais e garantir a sustentabilidade.