Portugal: Universidade de Coimbra aplica IA para detectar sinais precoces de declínio cognitivo

Uma equipa de investigação da Universidade de Coimbra desenvolveu um estudo inovador que revela como algumas doenças crónicas, associadas ao declínio cognitivo, podem acelerar o envelhecimento do cérebro.

Através do recurso a técnicas avançadas de inteligência artificial e imagens de ressonância magnética, os investigadores analisaram o impacto da doença de Alzheimer, da diabetes tipo 2 e da esquizofrenia na chamada “idade biológica” do cérebro.

A investigação demonstrou que estas patologias provocam um envelhecimento cerebral superior ao que seria esperado para a idade real dos indivíduos.

Em casos de Alzheimer, por exemplo, o envelhecimento estimado pode ultrapassar os nove anos em relação à idade cronológica. Já na diabetes tipo 2, o desfasamento ronda os cinco anos, e na esquizofrenia, cerca de dois anos.

O trabalho foi desenvolvido no Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional (CIBIT) e no Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra (CISUC), contando com a colaboração do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde e da Faculdade de Medicina da UC.

Segundo os autores, o conceito de brain age gap — a diferença entre a idade real e a idade cerebral estimada — permite avaliar de forma mais precisa o envelhecimento neurológico e poderá ser usado futuramente como ferramenta de diagnóstico precoce em doenças neurodegenerativas.

O estudo, publicado na revista científica Brain Communications, foi coordenado por Maria Fátima Dias, com orientação de Miguel Castelo-Branco e Paulo de Carvalho, e envolveu uma equipa multidisciplinar de investigadores da área da saúde e das ciências computacionais.

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