O embaixador da China na Austrália, Xiao Qian, criticou os planos do governo australiano de retomar o controlo do porto de Darwin, atualmente arrendado à chinesa Landbridge. Xiao Qian classificou a intenção como “eticamente questionável” e recordou que o contrato de concessão, assinado em 2015 por 99 anos, foi obtido através de um processo transparente e em conformidade com a lei australiana.
O diplomata salientou ainda que a Landbridge investiu significativamente na modernização e gestão do porto desde que assumiu a concessão.
“É eticamente questionável arrendar o porto quando este era deficitário e querer recuperá-lo apenas quando começa a gerar lucros”, disse Xiao Qian, apelando ao respeito pelos compromissos assumidos.
Até agora, o governo do Partido Trabalhista da Austrália não apresentou um plano claro para reaver o controlo do porto, mas o deputado e enviado especial para a defesa, Luke Gosling, confirmou que estão a decorrer contactos com potenciais compradores.
A ministra das Infraestruturas, Catherine King, descreveu o porto como um “ativo crítico de importância nacional” e assegurou que estão a ser coordenados esforços com as autoridades locais.
Por seu lado, a Landbridge reiterou que o porto não está à venda e que ainda não recebeu qualquer contacto oficial do executivo australiano.
O diretor não executivo da empresa na Austrália, Terry O’Connor, afirmou que a prioridade continua a ser o crescimento das operações, e que os comentários do embaixador reforçam o compromisso da Landbridge com o desenvolvimento económico do Território do Norte.