Um veleiro transportando ajuda humanitária e um grupo de ativistas, incluindo a conhecida ambientalista Greta Thunberg, foi intercetado pela Marinha israelita nas águas do Mediterrâneo, enquanto tentava alcançar a Faixa de Gaza. A embarcação, parte da iniciativa “Flotilha da Liberdade”, tinha partido de Itália com o objetivo de furar o bloqueio imposto por Israel ao território palestiniano, onde a situação humanitária é descrita como desastrosa.
A interceção do veleiro, identificado como “Madleen”, ocorreu após avisos de Israel para que a embarcação não prosseguisse rumo a Gaza. Segundo relatos dos ativistas, foi lançada uma “substância branca” sobre o navio, e a comunicação com a embarcação foi perdida logo após a abordagem das forças israelitas. O grupo de ativistas a bordo, de diversas nacionalidades (franceses, alemães, brasileiros, turcos, suecos, espanhóis e holandeses), denunciou ter sido “sequestrado” em águas internacionais.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel confirmou a interceção e afirmou que o navio foi conduzido em segurança para um porto israelita. O governo israelita reiterou que o bloqueio naval a Gaza é essencial para a sua segurança, visando impedir a transferência de armas para o Hamas. As autoridades israelitas informaram que os passageiros serão levados para um local onde lhes serão mostrados vídeos do ataque de 7 de outubro e, posteriormente, serão instados a regressar aos seus países de origem.
Este incidente gerou condenação internacional. O Irão acusou Israel de “ato de pirataria”, e a Turquia classificou a operação como um “ataque odioso” e uma “violação flagrante do direito internacional”. Governos como o francês e o brasileiro já solicitaram o rápido regresso dos seus cidadãos detidos. O episódio evoca memórias da Flotilha da Liberdade de 2010, quando uma interceção israelita resultou na morte de dez ativistas.