O Parlamento Europeu irá votar, na próxima semana, uma moção de censura contra Ursula von der Leyen e a atual Comissão Europeia. A iniciativa foi apresentada pelo eurodeputado romeno Gheorghe Piperea, do partido ultra-conservador AUR, que afirma ter reunido as 73 assinaturas necessárias — uma acima do mínimo exigido.
A confirmação oficial por parte da presidente do Parlamento, Roberta Metsola, deverá ocorrer até ao final da semana, permitindo o agendamento do debate para terça-feira, 8 de julho, e a votação para quinta-feira, dia 10, durante a sessão plenária em Estrasburgo.
A moção tem, contudo, poucas probabilidades de sucesso.
Piperea reconhece que a maioria dos eurodeputados ainda apoia von der Leyen, mas afirma que o processo poderá incentivar futuras tentativas de destituição.
Entre as acusações estão a recusa da Comissão em divulgar mensagens entre von der Leyen e o CEO da Pfizer sobre contratos de vacinas, alegada má gestão dos fundos pós-COVID e suspeitas de uso indevido de financiamento a ONG para influenciar decisões políticas. A Comissão Europeia já negou estas alegações.
Para ser aprovada, a moção exige o apoio de dois terços dos votos expressos, representando a maioria dos eurodeputados.