Brasil: Forças Armadas garantem a defesa aérea para cúpula do BRICS

O Comando Operacional Conjunto Redentor realizou, no dia 3 de julho, uma simulação de defesa aérea e antiaérea na Base Aérea do Galeão (BAGL), na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, Brasil. O exercício envolveu a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira (FAB) para “reforçar a segurança do espaço aéreo durante a Cúpula do BRICS”, que ocorre na cidade nos dias 6 e 7 deste mês.

Sob a coordenação do Ministério da Defesa, a simulação contou com a participação do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) da FAB, que empregou um caça A-29 Super Tucano em treinamentos de interceptação. Durante a cúpula, caças F-5 também serão utilizados na defesa aérea.

O exercício na BAGL também incluiu unidades de tiro com mísseis RBS 70 e radares de defesa antiaérea do Exército. A Marinha participou na coordenação da defesa aeroespacial com um efetivo de aproximadamente 50 militares. Essas capacidades integram-se ao Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA).

O comandante do Grupo-Tarefa Litorâneo da Marinha, Leonel Silva, destacou a importância da operação.

“O nosso treinamento em condições como essa de hoje (com chuva) fortalece ainda mais a nossa prontidão e também a nossa possibilidade de atuação da Marinha em reforço à segurança do BRICS”, disse.

A simulação foi realizada no mesmo local onde a maioria dos chefes de Estado desembarcou ao longo da semana. A Base Aérea do Galeão organizou uma operação de recepção para cerca de 15 delegações internacionais, mobilizando mais de 600 militares.

Além da defesa aérea e recepção de autoridades, o Comando Operacional Conjunto Redentor é responsável por ações de contraterrorismo, guerra eletrónica, proteção marítima e fluvial, defesa cibernética, de infraestruturas críticas, de vias de circulação e também defesa biológica, nuclear, química e radiológica. Todas estas operações ocorrem de “forma integrada com os órgãos de segurança pública” do país.

O grupo BRICS é atualmente composto por 11 países-membros e 10 países-parceiros. As suas ações concentram-se na articulação político-diplomática entre os países do Sul Global, com foco na cooperação internacional.

Ígor Lopes

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