Esta terça-feira, a força aérea israelita efetuou uma série de bombardeamentos no Vale do Bekaa (leste Libanês), matando 12 pessoas, incluindo 7 refugiados sírios, e fazendo ainda 8 feridos.
Os ataques atingiram também uma escola, estilhaçando janelas e lançando o pânico entre os estudantes, que se encontravam na altura a fazer os seus exames escolares. Os bombardeamentos israelitas foram acompanhados de perto por 4 helicópteros do Exército Libanês, quer sobrevoaram as zonas afetadas, sem no entanto interferir.
Segundo Israel, esta operação, que envolveu 16 bombardeamentos, visou neutralizar locais de treino militar para membros do Hezbollah. De acordo com com o Ministro de Defesa Israelita, Israel Katz, os ataques de contra o Hezbollah continuarão enquanto forem detetadas tentativas de rearmamento por parte do grupo xiita, com especial foco na Força Especial Redwan, que Tel Aviv considera a maior ameaça vinda do Líbano.
O Hezbollah, porém, rejeitou estas alegações num comunicado oficial, condenando ainda as investidas Israelitas e esclarecendo que os alvos não eram militares mas sim estruturas civis, como uma escavadora hidráulica usada para perfurar poços de água. O Hezbollah considerou estes ataques como crimes de guerra e uma escalada sem precedentes nas agressões Israelitas, apelando ao governo Libanês para quebrar o silêncio sobre as violações diárias do cessar-fogo e tomar medidas sérias e firmes com o intuito de colocar pressão sobre os países responsáveis pelo acordo de Novembro do ano passado, nomeadamente os EUA.
Um dos termos essenciais deste cessar-fogo indica explicitamente que o Hezbollah deverá mover os seus combatentes ativos para zonas a norte do rio Litani (sensivelmente a 30 quilómetros de distância da fronteira Israelita), fazendo com que as únicas forças armadas nas áreas fronteiriças sejam o Exército Libanês e os membros das FINUL (Força Interina das Nações Unidas no Líbano).
Os EUA, através do seu emissário especial, Tom Barrack, tem prosseguido com negociações diplomáticas com o governo libanês e insistiu que o Hezbollah seja completamente desarmado no espaço de 4 meses, prometendo que em troca, Israel cessará os bombardeamentos e retirará as suas tropas do território Libanês – de momento, a ocupar ilegalmente 5 posições no sul do Líbano.
João Sousa, a partir do Líbano para a e-Global