Guiné-Bissau: Braima Camará felicita Sissoco pela presidência da CPLP

O Coordenador de uma das alas do Movimento Para Alternância Democrática, Braima Camará, defende que “a Guiné-Bissau precisa de estabilidade, instituições fortes e lideranças capazes de colocar os interesses do país acima das disputas pessoais”.

“É esse o caminho que me proponho a seguir — com humildade, mas também com determinação”, escreveu Camará na sua página do Facebook para felicitar “a assunção da Presidência rotativa” da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) pela Guiné-Bissau e por Sissoco Embaló, que outrora o próprio Camará “desconsiderara o Presidente”.

Para o dirigente político, “a centralidade atribuída ao tema da soberania alimentar nesta Cimeira é, a meu ver, um sinal claro de que o futuro da nossa Nação está intrinsecamente ligado à valorização dos nossos recursos, à proteção da nossa terra e ao fortalecimento das capacidades produtivas do nosso povo”.

“A segurança alimentar é hoje um imperativo de soberania, dignidade e paz social”, escreveu ainda, tendo saudado na publicação “este marco com orgulho patriótico” e reconhecendo no mesmo “uma oportunidade para afirmar o lugar da Guiné-Bissau no seio das nações que promovem a cooperação, o diálogo e o desenvolvimento sustentável”.

O líder, que viu o seu partido fragmentado pelos dirigentes e militantes inconformados com a sua postura de liderança, enaltece “a reconciliação da família guineense”, que disse representar, neste quadro, “um novo sinal de maturidade e uma oportunidade renovada para que o Chefe de Estado continue a promover a reconciliação entre os guineenses, a estabilidade institucional e a coesão nacional”.

“O futuro exige de todos nós coragem, espírito de unidade e sentido de Estado”, frisou Braima Camará, reafirmando o seu compromisso “firme e inabalável” com o futuro da Guiné-Bissau e com a construção de “uma agenda política assente na responsabilidade, na inclusão e na reconciliação”.

Segundo o líder político, “o MADEM-G15, enquanto força política patriótica, está consciente dos grandes desafios que se avizinham, e é neste espírito que continuamos a trabalhar para a sua união e coesão, num momento crucial que antecede as eleições presidenciais e legislativas”.

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